O título já diz tudo.
O campeonato simplesmente não aconteceu.
Muita gente comentou sobre a "volta" do Andy Irons, que venceu o Billabong Pro Thaiti 2010, mas a verdade é que o campeonato deveria ter sido cancelado.
Eu mesmo, fã que sou do surf competição, não consegui nem assistir as baterias, de tão chato que estava.
O corte dos 12 surfistas piores classificados não trouxe nenhuma surpresa e a notícia mesmo foi a encostada que o Kelly Slater deu no Jordy Smith na briga pelo título mundial.
Minha aposta: Jordy vai tremer e o Kelly leva o décimo título pra casa, pra encerrar a carreira.
A aposta mais arriscada é a última parte.
O cara é tão fissurado que é capaz de não parar só pra desafiar a molecada da nova geração que está chegando.
E tem vários brazucas neste bolo.
Como eu já havia antecipado, o final do ano no circuito classificatório está pra nós.
Heitor Alves acabou de vencer o campeonato em Zarautz, no país basco, em mais um evento dominado pelos brasileiros.
Gabriel Medina e Willian Cardoso ficaram em terceiro.
Os vídeos vocês assitem no site oficial do evento.
Se o campeonato acabasse hoje, teríamos seis brasileiros no tour do ano que vem:
Mineiro, Jadson, Heitor Alves, Guigui Dantas, Alejo Muniz e Raoni Monteiro.
Willian Cardoso é o 11o entre os dez que se classificariam.
Neco, o guerreiro highlander, vem cinco posições atrás e também tem chances.
Vamos torcer.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
Tahiti - O campeonato que não houve e os brasileiros no ranking
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domingo, 22 de agosto de 2010
De volta às competições. Oba!
Nos últimos dias, demos prioridade total ao free surf.
A idéia foi equilibrar um pouco as coisas aqui no True Surfing e agradar aos nossos leitores que não são muito chegados no surf competição.
Quem não viu, dê uma olhada nos posts mais recentes, acho que encontramos uns vídeos bem bacanas.
Agora, de volta às competições.
Hoje, às 14:00h (horário de Brasília) começa o Billabong Pro Tahiti.
As ondas estão pequenas, não sei se já teremos surf neste início do período de espera.
Na dúvida, dêem uma olhada no site oficial do evento.
Cobertura completa, vocês já sabem, é aqui mesmo.
No circuito classificatório, chegamos à metade do ano e o quadro está bom para os brasileiros.
Faltando ainda quatro eventos Prime e sete eventos seis estrelas (que são os que realmente importam, em termos de pontuação), Wiggolly Dantas está em 17o no ranking unificado (é o melhor surfista de fora do WT no ranking), seguido pelo Heitor Alves, pelo Alejo Muniz e pelo Raoni Monteiro (este na 25a posição).
Guigui venceu o Sooruz Lacanau Pro, batendo Alejo Muniz na final.
Os vídeos do último dia ainda não estão no site do evento, assim que saírem eu publico aqui pra vocês assistirem.
Se o ano terminasse agora, teríamos oito brasileiros no WT 2011, pela ordem:
Adriano de Souza, Jadson André, Wiggolly Dantas, Heitor Alves, Alejo Muniz, Raoni Monteiro, Willian Cardoso, Neco Padaratz.
A maioria dos campeonatos seis estrelas que restam são "em casa", ou seja, em ondas que favorecem a performance dos nossos heróis: dois na Espanha, dois em Portugal e dois no Brasil.
Pra melhorar ainda mais a perspectiva, teremos dois eventos Prime no Hawaii, em Haleiwa e Sunset.
Pode parecer incrível, mas isso é bom para nós.
O Hawaii já não mete medo nessa meninada, todos da lista acima já conseguiram bons resultados por lá.
Hizunome Bettero, Rodrigo Dornelles, o guerreiro highlander, e os talentosíssimos Medina e Pupo são os outros brasileiros ainda com alguma chance de classificação.
Mesmo que não consigam neste ano, devem terminar 2010 em ótima posição no ranking, o que facilitará o trabalho no ano que vem.
E viva a nova geração do surf brasileiro!
A idéia foi equilibrar um pouco as coisas aqui no True Surfing e agradar aos nossos leitores que não são muito chegados no surf competição.
Quem não viu, dê uma olhada nos posts mais recentes, acho que encontramos uns vídeos bem bacanas.
Agora, de volta às competições.
Hoje, às 14:00h (horário de Brasília) começa o Billabong Pro Tahiti.
As ondas estão pequenas, não sei se já teremos surf neste início do período de espera.
Na dúvida, dêem uma olhada no site oficial do evento.
Cobertura completa, vocês já sabem, é aqui mesmo.
No circuito classificatório, chegamos à metade do ano e o quadro está bom para os brasileiros.
Faltando ainda quatro eventos Prime e sete eventos seis estrelas (que são os que realmente importam, em termos de pontuação), Wiggolly Dantas está em 17o no ranking unificado (é o melhor surfista de fora do WT no ranking), seguido pelo Heitor Alves, pelo Alejo Muniz e pelo Raoni Monteiro (este na 25a posição).
Guigui venceu o Sooruz Lacanau Pro, batendo Alejo Muniz na final.
Os vídeos do último dia ainda não estão no site do evento, assim que saírem eu publico aqui pra vocês assistirem.
Se o ano terminasse agora, teríamos oito brasileiros no WT 2011, pela ordem:
Adriano de Souza, Jadson André, Wiggolly Dantas, Heitor Alves, Alejo Muniz, Raoni Monteiro, Willian Cardoso, Neco Padaratz.
A maioria dos campeonatos seis estrelas que restam são "em casa", ou seja, em ondas que favorecem a performance dos nossos heróis: dois na Espanha, dois em Portugal e dois no Brasil.
Pra melhorar ainda mais a perspectiva, teremos dois eventos Prime no Hawaii, em Haleiwa e Sunset.
Pode parecer incrível, mas isso é bom para nós.
O Hawaii já não mete medo nessa meninada, todos da lista acima já conseguiram bons resultados por lá.
Hizunome Bettero, Rodrigo Dornelles, o guerreiro highlander, e os talentosíssimos Medina e Pupo são os outros brasileiros ainda com alguma chance de classificação.
Mesmo que não consigam neste ano, devem terminar 2010 em ótima posição no ranking, o que facilitará o trabalho no ano que vem.
E viva a nova geração do surf brasileiro!
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
Termina o Maresia Surf International - Brasileiros bem colocados no ranking unificado
Terminou o Maresia Surf International, na Praia Mole, Santa Catarina.
Etapa seis estrelas do circuito mundial, deu 3 mil pontos para o vencedor, o basco Aritz Aranburu, e 2250 para o 2o colocado, o brasileiro Rodrigo Dornelles.
Não postamos nada antes aqui pra não desviar a atenção do belo texto do Petrus.
As ondas estiveram difícies durante todo o campeonato.
A molecada fez bonito, com Gabriel Medina e Caio Ibelli chegando nas semi-finais.
Imagens vocês encontram aqui.
Não vamos comentar a qualidade dos vídeos e da transmissão porque vocês já devem imaginar como é que foi o nível.
De minha parte, só vou comentar a transmissão de eventos no Brasil se for pra elogiar, quando e se alguém fizer algo que realmente preste.
Não foi o caso.
A boa notícia é que, no ranking unificado, entre os 32 surfistas melhores colocados, apenas cinco não são surfistas do WT: Heitor Alves, Raoni Monteiro, Wiggolly Dantas, Alejo Muniz, Willian Cardoso e Gabe Kling.
Ainda temos seis eventos Prime pela frente e mais de dez eventos seis estrelas.
Muita coisa pode mudar.
Mas não deixa de ser um bom começo.
Etapa seis estrelas do circuito mundial, deu 3 mil pontos para o vencedor, o basco Aritz Aranburu, e 2250 para o 2o colocado, o brasileiro Rodrigo Dornelles.
Não postamos nada antes aqui pra não desviar a atenção do belo texto do Petrus.
As ondas estiveram difícies durante todo o campeonato.
A molecada fez bonito, com Gabriel Medina e Caio Ibelli chegando nas semi-finais.
Imagens vocês encontram aqui.
Não vamos comentar a qualidade dos vídeos e da transmissão porque vocês já devem imaginar como é que foi o nível.
De minha parte, só vou comentar a transmissão de eventos no Brasil se for pra elogiar, quando e se alguém fizer algo que realmente preste.
Não foi o caso.
A boa notícia é que, no ranking unificado, entre os 32 surfistas melhores colocados, apenas cinco não são surfistas do WT: Heitor Alves, Raoni Monteiro, Wiggolly Dantas, Alejo Muniz, Willian Cardoso e Gabe Kling.
Ainda temos seis eventos Prime pela frente e mais de dez eventos seis estrelas.
Muita coisa pode mudar.
Mas não deixa de ser um bom começo.
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terça-feira, 18 de maio de 2010
Coca Cola Squarema PRO 2010 - Vídeo da final
Como vocês já devem saber, Willian Cardoso venceu a final contra Marco Polo, em Saquarema, Rio de Janeiro.
Com esse resultado, Willian Cardoso sobe para a 32a posição no ranking unificado e Marco Polo para a 55a.
Tirando os dois brasileiros do WT, Adriano de Souza e Jadson André (já considerando Marco Polo e Neco Padaratz de volta ao WQS), Heitor Alves, Raoni Monteiro e Wiggoly Dantas são os brasileiros melhores classificados no ranking unificado, na 16a, 17a e 20a posição, respectivamente.
Abaixo seguem as imagens do último dia de competição.
O destaque negativo fica para a edição.
Vocês sabem que, pra definir o resultado das baterias, contam somente as duas melhores ondas de cada competidor.
Ninguém avisou isso pro editor e o ignorante só colocou uma onda de cada um.
Não é nem culpa dele.
A culpa é de quem contratou o serviço.
Ô povinho ruim.
Com esse resultado, Willian Cardoso sobe para a 32a posição no ranking unificado e Marco Polo para a 55a.
Tirando os dois brasileiros do WT, Adriano de Souza e Jadson André (já considerando Marco Polo e Neco Padaratz de volta ao WQS), Heitor Alves, Raoni Monteiro e Wiggoly Dantas são os brasileiros melhores classificados no ranking unificado, na 16a, 17a e 20a posição, respectivamente.
Abaixo seguem as imagens do último dia de competição.
O destaque negativo fica para a edição.
Vocês sabem que, pra definir o resultado das baterias, contam somente as duas melhores ondas de cada competidor.
Ninguém avisou isso pro editor e o ignorante só colocou uma onda de cada um.
Não é nem culpa dele.
A culpa é de quem contratou o serviço.
Ô povinho ruim.
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domingo, 16 de maio de 2010
Coca Cola Squarema PRO 2010 - Final acontece hoje
Acabou de começar mais uma final de um evento seis estrelas do WQS.
Na água, Willian Cardoso contra Marco Polo.
Dois catarinenses brigando pelos 3000 pontos oferecidos ao campeão.
Marco Polo bem que está precisando destes pontinhos.
Mesmo surfando eventos do WT, com potuação muito maior dos que os campeonatos do WQS, Marco Polo está na 85a colocação do ranking unificado.
Para vocês terem uma idéia, o Willian Cardoso está na 52a posição.
Abaixo segue o vídeo com alguns momentos de ontem (não dá pra dizer que são os melhores).
Na água, Willian Cardoso contra Marco Polo.
Dois catarinenses brigando pelos 3000 pontos oferecidos ao campeão.
Marco Polo bem que está precisando destes pontinhos.
Mesmo surfando eventos do WT, com potuação muito maior dos que os campeonatos do WQS, Marco Polo está na 85a colocação do ranking unificado.
Para vocês terem uma idéia, o Willian Cardoso está na 52a posição.
Abaixo segue o vídeo com alguns momentos de ontem (não dá pra dizer que são os melhores).
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
E o Hawaii vem salvar o ano
Quem acompanhou o circuito mundial de surf aqui no True Surfing sabe que esse ano foi muito fraco de onda, poucos eventos com ondas de qualidade.
O Hawaii veio colocar essa afirmação embaixo de paredes gigantes de água.
Sunset está acima de qualquer expectativa.
Ondas de 15, 18 talvez 20 pés.
Se já estava difícil para os nossos jovens heróis, imaginem agora.
Rodrigo Dornelles ficou em terceiro em sua bateria e perdeu a chance de somar mais pontos.
Termina o ano com 12.206 pontos e talvez fique de fora do WCT 2010.
Alejo Muniz passou em segundo nesta bateria, praticamente pegando apenas uma onda, fantástica, em que conseguiu uma nota 8.67.
Na primeira bateria do round de 32, Bernardo Miranda, o Pigmeu, surfou muito bem.
Vencia a sua bateria até os últimos minutos.
Em questão de instantes, viu o havaiano Kekoa Bakalso pegar um tubo e o irlandês Glenn Hall acertar duas manobras muito fortes, e terminou em terceiro.
Willian Cardoso terminou em quarto e também está fora da briga por uma vaga.
É impressionante como o futuro, a carreira, a vida de um surfista profissional pode mudar em poucos segundos.
Com esse resultado, Pigmeu termina o ano com 12.301 pontos, ultrapassa o Rodrigo Dornelles e é mais um que ficará torcendo pela derrota dos seus concorrentes diretos.
Triste.
Se tivesse passado a bateria, garantiria sua vaga no circuito principal no ano que vem.
Ainda torcemos, mas que ficou mais difícil ficou.
Agora, o destaque especial do dia vai para o australiano Adrian Buchan.
Falo mais sobre ele no próximo post, mas já adianto:
Esse aí ainda vai ser campeão mundial.
O Hawaii veio colocar essa afirmação embaixo de paredes gigantes de água.
Sunset está acima de qualquer expectativa.
Ondas de 15, 18 talvez 20 pés.
Se já estava difícil para os nossos jovens heróis, imaginem agora.
Rodrigo Dornelles ficou em terceiro em sua bateria e perdeu a chance de somar mais pontos.
Termina o ano com 12.206 pontos e talvez fique de fora do WCT 2010.
Alejo Muniz passou em segundo nesta bateria, praticamente pegando apenas uma onda, fantástica, em que conseguiu uma nota 8.67.
Na primeira bateria do round de 32, Bernardo Miranda, o Pigmeu, surfou muito bem.
Vencia a sua bateria até os últimos minutos.
Em questão de instantes, viu o havaiano Kekoa Bakalso pegar um tubo e o irlandês Glenn Hall acertar duas manobras muito fortes, e terminou em terceiro.
Willian Cardoso terminou em quarto e também está fora da briga por uma vaga.
É impressionante como o futuro, a carreira, a vida de um surfista profissional pode mudar em poucos segundos.
Com esse resultado, Pigmeu termina o ano com 12.301 pontos, ultrapassa o Rodrigo Dornelles e é mais um que ficará torcendo pela derrota dos seus concorrentes diretos.
Triste.
Se tivesse passado a bateria, garantiria sua vaga no circuito principal no ano que vem.
Ainda torcemos, mas que ficou mais difícil ficou.
Agora, o destaque especial do dia vai para o australiano Adrian Buchan.
Falo mais sobre ele no próximo post, mas já adianto:
Esse aí ainda vai ser campeão mundial.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Tá dominado - o dia dos brasileiros em Sunset
Pra quem ainda não sabe, ontem foi o Brazilian Day, no Hawaii.
Última etapa do WQS em Sunset, uma das jóias da Tríplice Coroa Havaiana.
E só deu Brasil.
Nove brasileiros competiram ontem, apenas dois não passaram (Renato Galvão e Jadson André).
Willian Cardoso, Wigolly Dantas, Pigmeu e Neco Padaratz venceram suas baterias e Pablo Paulino e Alejo Muniz passaram em segundo.
Melhor do que os resultados (Pigmeu, Neco e Willian Cardoso ainda na briga por uma vaga no WCT) foi a qualidade do surf.
Os brasileiros passaram com estilo, surfando as melhores ondas e aplicando manobras dignas do melhor power surfing.
Confira tudo no vídeo abaixo.
Hoje tem mais, e você pode assistir aqui.
Última etapa do WQS em Sunset, uma das jóias da Tríplice Coroa Havaiana.
E só deu Brasil.
Nove brasileiros competiram ontem, apenas dois não passaram (Renato Galvão e Jadson André).
Willian Cardoso, Wigolly Dantas, Pigmeu e Neco Padaratz venceram suas baterias e Pablo Paulino e Alejo Muniz passaram em segundo.
Melhor do que os resultados (Pigmeu, Neco e Willian Cardoso ainda na briga por uma vaga no WCT) foi a qualidade do surf.
Os brasileiros passaram com estilo, surfando as melhores ondas e aplicando manobras dignas do melhor power surfing.
Confira tudo no vídeo abaixo.
Hoje tem mais, e você pode assistir aqui.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
WQS Reta Final! Os números não mentem...
Para quem gosta de maiores detalhes, e curte analisar friamente as possibilidades dos Brazzos estarem no WT do ano que vem, seguem algumas informações interessantes baseadas em matéria escrita por Al Hunt(WQS Tour Manager).
Faltando duas etapas para o final do circuito WQS, Haleiwa e Sunset, ambas de categoria 6 estrelas Prime a nota de corte para o acesso ao WT 2010 é de 12.138 pontos.
Já que temos estas competições por vir, é natural que esta média suba.
Porém, não deve subir muito devido a um fator fundamental, a concorrência.
No Hawaii, ao contrário de todas as outras locações do mundo, quase todos os surfistas da elite já classificados para o WT 2010 competem. Competem as vezes, pela única oportunidade de surfarem com mais 3 pessoas durante uma bateria inteira, em dois dos picos mais clássicos do mundo. Um ultra-privilégio quando o assunto é Hawaii. Se não bastasse isso, ainda temos uma centena de havaianos especialistas nas condições locais, e que as vezes dedicam uma vida inteira para dominar alguns picos do arquipélago. As vezes, cair em uma bateria com algum havaiano não muito conhecido, pode resultar na pior escovada da carreira, ou o final antecipado do ano.
Desta forma, olhando o histórico destas etapas, e pensando em favoritos, podemos concluir que os pontos distribuidos nestes dois últimos confrontos, serão pulverizados entre vários surfistas que não almejam nada no WT de 2010. Por exemplo: Andy e Bruce Irons, Sunny Garcia, Janie O'Brien, Kai Berger, Pancho Sullivan e outros da nova geração.
Seguindo este raciocínio, a média de corte não deve ultrapassar os 12500 pts.
Sendo assim, vejamos como estão as chances dos brasileiros masi bem colocados do WQS, e o que eles devem alcançar nos dois campeonatos para acessar a primeira divisão do surf mundial:
OBS: Consideramos as duas etapas Pime, com pontuação ao primeiro colocado de 3500pts.
20º colocado WQS 11656 pts - Marco Polo
Para se classificar ao WT do ano que vem (12500 pts), Marco deverá ficar em 17º em Haleiwa e Sunset. Assim, ele troca 1156 e 900 pontos por 1575 e 1575 respectivamente (2 x 17ºlugar), atingindo 12.750 pontos.
23º colocado WQS 11251 pts - Bernardo Miranda Pigmeu.
Para o WT de 2010, o Pig deverá substituir dois resultados de 825 pts, e assim como MPolo, somar um duplo 1575 (2 X 17º lugar), somando ao final 12.651.
24º colocado WQS 11151 pts - Willian Cardoso
2 nonos lugares resolvem a questão para o jovem "power surfer" brasileiro.
Troca 1138 e 1125 por um duplo 1925, finalizando com 12738 pts.
25º colocado WQS 10750 pts - Leo Neves
Leo tem uma parada indigesta pela frente. Ou faz dois quintos, ou dispara um terceiro lugar em Haleiwa, para ficar precisando de "apenas" um nono em Sunset.
Na prática, troca 1300 e 1225 por 2625 e 1925 respectivamente.
33º colocado WQS 9988 pts - Neco Padaratz
Em nossa avaliação, este é o último que pode ser levado como uma fina esperança para 2010. Mas, se tratando de Neco Padaratz, surpresas são sempre possíveis. Troca resultados baixíssimos, dois 625 pts, e tem que substituí-los por dois nonos, 1925 e 1925, fechando o ano com 12.588 pts.
Daqui para baixo do ranking, ainad temos atletas com chances matemáticas, e que podem até vingar com um resultado excelente que surpreenderá a todos. Mas, não é esta nossa expectativa até o momento.
Eu acho que muita coisa é possível por lá...Por exemplo:
Marco Polo entuba bem, e gosta de ondas grandes já não é de hoje. Frequenta o Hawaii faz tempo e tem bagagem para lutar até o fim.
Pigmeu, é tratado com a hospitalidade que poucos haoles podem disfrutar no Hawaii, e tem amigos como Jamie O'Brien que o ajudam muito nos treinos diários. Já fez inclusive nota 10 em Pipeline. Para mim, é caso de muito foco e concentração.
Willian, tem o surfe que os juízes gostam de ver quando o mar sobe. Joga muita água pro alto. É torcer por dias de inspiração, um pouco de sorte com as ondas e fincar o pé na rabeta.
Léo Neves... Pra quem já fez final em Sunset, ficando em segundo, com séries de 12 a 15 pés, num mar em que seu caddie (Guilherme Herdy) ficou na areia... TUDO PODE. Tenho o feeling que bastam boas pranchas e um bom começo, para o local de Saquarema embalar.
Finalmente, Neco Padaratz. Este teve um momento de ascensão meteórica no circuito, abriu os olhos da mídia internacional para seu retorno triunfal, e parece que foi perdendo o gás durante o ano. Na verdade, eu acho que o que falta para o Neco são ondas de qualidade. Espero que no Hawaii elas venham para o catarinense.
Se nada disso for possível, e não ocorrer, 2010 será mais um ano de muita batalha!! Espero que alguns atletas não acordem tarde demais, como aconteceu este ano.
Para finalizar, seguem umas imagens de Setembro de 2009...PIPELINE FIRING!!
Sáude e Paz
Petrus
Faltando duas etapas para o final do circuito WQS, Haleiwa e Sunset, ambas de categoria 6 estrelas Prime a nota de corte para o acesso ao WT 2010 é de 12.138 pontos.
Já que temos estas competições por vir, é natural que esta média suba.
Porém, não deve subir muito devido a um fator fundamental, a concorrência.
No Hawaii, ao contrário de todas as outras locações do mundo, quase todos os surfistas da elite já classificados para o WT 2010 competem. Competem as vezes, pela única oportunidade de surfarem com mais 3 pessoas durante uma bateria inteira, em dois dos picos mais clássicos do mundo. Um ultra-privilégio quando o assunto é Hawaii. Se não bastasse isso, ainda temos uma centena de havaianos especialistas nas condições locais, e que as vezes dedicam uma vida inteira para dominar alguns picos do arquipélago. As vezes, cair em uma bateria com algum havaiano não muito conhecido, pode resultar na pior escovada da carreira, ou o final antecipado do ano.
Desta forma, olhando o histórico destas etapas, e pensando em favoritos, podemos concluir que os pontos distribuidos nestes dois últimos confrontos, serão pulverizados entre vários surfistas que não almejam nada no WT de 2010. Por exemplo: Andy e Bruce Irons, Sunny Garcia, Janie O'Brien, Kai Berger, Pancho Sullivan e outros da nova geração.
Seguindo este raciocínio, a média de corte não deve ultrapassar os 12500 pts.
Sendo assim, vejamos como estão as chances dos brasileiros masi bem colocados do WQS, e o que eles devem alcançar nos dois campeonatos para acessar a primeira divisão do surf mundial:
OBS: Consideramos as duas etapas Pime, com pontuação ao primeiro colocado de 3500pts.
20º colocado WQS 11656 pts - Marco Polo
Para se classificar ao WT do ano que vem (12500 pts), Marco deverá ficar em 17º em Haleiwa e Sunset. Assim, ele troca 1156 e 900 pontos por 1575 e 1575 respectivamente (2 x 17ºlugar), atingindo 12.750 pontos.
23º colocado WQS 11251 pts - Bernardo Miranda Pigmeu.
Para o WT de 2010, o Pig deverá substituir dois resultados de 825 pts, e assim como MPolo, somar um duplo 1575 (2 X 17º lugar), somando ao final 12.651.
24º colocado WQS 11151 pts - Willian Cardoso
2 nonos lugares resolvem a questão para o jovem "power surfer" brasileiro.
Troca 1138 e 1125 por um duplo 1925, finalizando com 12738 pts.
25º colocado WQS 10750 pts - Leo Neves
Leo tem uma parada indigesta pela frente. Ou faz dois quintos, ou dispara um terceiro lugar em Haleiwa, para ficar precisando de "apenas" um nono em Sunset.
Na prática, troca 1300 e 1225 por 2625 e 1925 respectivamente.
33º colocado WQS 9988 pts - Neco Padaratz
Em nossa avaliação, este é o último que pode ser levado como uma fina esperança para 2010. Mas, se tratando de Neco Padaratz, surpresas são sempre possíveis. Troca resultados baixíssimos, dois 625 pts, e tem que substituí-los por dois nonos, 1925 e 1925, fechando o ano com 12.588 pts.
Daqui para baixo do ranking, ainad temos atletas com chances matemáticas, e que podem até vingar com um resultado excelente que surpreenderá a todos. Mas, não é esta nossa expectativa até o momento.
Eu acho que muita coisa é possível por lá...Por exemplo:
Marco Polo entuba bem, e gosta de ondas grandes já não é de hoje. Frequenta o Hawaii faz tempo e tem bagagem para lutar até o fim.
Pigmeu, é tratado com a hospitalidade que poucos haoles podem disfrutar no Hawaii, e tem amigos como Jamie O'Brien que o ajudam muito nos treinos diários. Já fez inclusive nota 10 em Pipeline. Para mim, é caso de muito foco e concentração.
Willian, tem o surfe que os juízes gostam de ver quando o mar sobe. Joga muita água pro alto. É torcer por dias de inspiração, um pouco de sorte com as ondas e fincar o pé na rabeta.
Léo Neves... Pra quem já fez final em Sunset, ficando em segundo, com séries de 12 a 15 pés, num mar em que seu caddie (Guilherme Herdy) ficou na areia... TUDO PODE. Tenho o feeling que bastam boas pranchas e um bom começo, para o local de Saquarema embalar.
Finalmente, Neco Padaratz. Este teve um momento de ascensão meteórica no circuito, abriu os olhos da mídia internacional para seu retorno triunfal, e parece que foi perdendo o gás durante o ano. Na verdade, eu acho que o que falta para o Neco são ondas de qualidade. Espero que no Hawaii elas venham para o catarinense.
Se nada disso for possível, e não ocorrer, 2010 será mais um ano de muita batalha!! Espero que alguns atletas não acordem tarde demais, como aconteceu este ano.
Para finalizar, seguem umas imagens de Setembro de 2009...PIPELINE FIRING!!
Hawaii - Show de tubos em Pipeline from Ricosurf on Vimeo.
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Aposta: três mosqueteiros, versão 2010.
Terminaram mais duas etapas seis estrelas do WQS: em Santa Cruz, California e Lanzarote, nas Canárias.
Altas ondas rolaram nos dois campeonatos.
Confiram o vídeo do campeonato em Steamer Lane, aqui, e a final do evento na Canárias, neste link.
Restam somente mais duas etapas no Hawaii: Haleiwa e Sunset.
Haleiwa começa nesta próxima quinta-feira.
E como estão os brasileiros?
Jadson André já está classificado desde o meio do ano, esse nem conta.
Eu diria que não tem chance de se tornar campeão do WQS.
Lembro bem da performance do Daniel Ross, atual líder do ranking da divisão de acessso em Haleiwa no ano em que este conseguiu sua classificação.
Aposto no título para o australiano, marcando sua volta ao WCT.
Rodrigo Dornelles mostrou consistência, está em 12o, e tem surf para se dar bem no Hawaii.
Aposto na classificação e confesso que ficarei feliz por ele, sem dúvida um batalhador.
Já disse isso há dois meses atrás.
Pelos meus cálculos, serão os únicos brasileiros classificados.
Marco Polo é o terceiro brasileiro melhor classificado, está em 20o e tem um resultado baixo na somatória.
Mesmo assim, eu acho que não consegue.
Os outros com chance são Pigmeu, Willian Cardoso e Leo Neves.
Os três andam bem no Hawaii, só que a concorrência é muito grande e eles precisam passar pelo menos até as quartas-de-final.
Se algum deles conseguir, pode ser considerado um herói.
Quem está em melhor posição é o Pigmeu, que tem chance de trocar dois resultados na somatória, é o único nessa posição entre os trinta primeiros do ranking.
Resumindo, ou os brasileiros conseguem performances históricas no Hawaii, Heitor Alves aí incluído, ou teremos apenas três mosqueteiros brazucas no WCT em 2010.
Altas ondas rolaram nos dois campeonatos.
Confiram o vídeo do campeonato em Steamer Lane, aqui, e a final do evento na Canárias, neste link.
Restam somente mais duas etapas no Hawaii: Haleiwa e Sunset.
Haleiwa começa nesta próxima quinta-feira.
E como estão os brasileiros?
Jadson André já está classificado desde o meio do ano, esse nem conta.
Eu diria que não tem chance de se tornar campeão do WQS.
Lembro bem da performance do Daniel Ross, atual líder do ranking da divisão de acessso em Haleiwa no ano em que este conseguiu sua classificação.
Aposto no título para o australiano, marcando sua volta ao WCT.
Rodrigo Dornelles mostrou consistência, está em 12o, e tem surf para se dar bem no Hawaii.
Aposto na classificação e confesso que ficarei feliz por ele, sem dúvida um batalhador.
Já disse isso há dois meses atrás.
Pelos meus cálculos, serão os únicos brasileiros classificados.
Marco Polo é o terceiro brasileiro melhor classificado, está em 20o e tem um resultado baixo na somatória.
Mesmo assim, eu acho que não consegue.
Os outros com chance são Pigmeu, Willian Cardoso e Leo Neves.
Os três andam bem no Hawaii, só que a concorrência é muito grande e eles precisam passar pelo menos até as quartas-de-final.
Se algum deles conseguir, pode ser considerado um herói.
Quem está em melhor posição é o Pigmeu, que tem chance de trocar dois resultados na somatória, é o único nessa posição entre os trinta primeiros do ranking.
Resumindo, ou os brasileiros conseguem performances históricas no Hawaii, Heitor Alves aí incluído, ou teremos apenas três mosqueteiros brazucas no WCT em 2010.
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domingo, 13 de setembro de 2009
De volta ! ! WCT, Rodrigo Dornelles ... e eu
De volta!
É isso ai.
Quarenta dias afastado do blog.
Senti falta de vocês.
Agradeço ao Petrus que segurou a onda enquanto eu estava fora e aos amigos que continuam enviando dicas de sites e vídeos.
Vocês devem concordar que, durante este tempo, imagens alucinantes não faltaram aqui no Truesurfing.
Obrigado, Petrus.
De volta também está o WCT.
Começou o Hurley Pro, etapa americana do WCT, direto de Lower Trestles.
Vocês sentiram falta do WCT?
Eu confessso que já estava até esquecendo que existia o surf profissional.
O WQS não estava me empolgando muito.
A performance brasileira vai de mal a pior, apesar da presença do Jadson André no topo do ranking, agora inclusive garantido no WCT do ano que vem.
É claro que minhas expectativas eram muito mais altas.
Cadê o resto da molecada? Cadê os tops nacionais?
Cadê o Wiggoly Dantas, que quase se classificou no ano passado.
Cadê o Jean da Silva, que tem ficado entre os 30 do WQS nos últimos três ou quatro anos, se não me engano.
Raoni Monteiro? Leo Neves?
Pablo Paulino?
A maioria destes atletas tem somado resultados medianos ao longo do campeonato, está todo mundo embolado entre a 25a e a 35a colocação.
(Só para lembrar, classificam-se para o WCT do ano que vem, os 15 primeiros colocados do ranking do WQS.)
Só que de volta também está a emoção no circuito de classificação para o WCT.
E graças a dois surfistas brasileiros que vieram voando abaixo do radar da grande mídia.
Dois surfistas com histórias e em momentos bem diferentes e com um surf que eu admiro.
Willian Cardoso e Rodrigo Dornelles.
O primeiro tem um surf muito forte, com uma linha até antiga, "old style", mas coloca muita força na rabeta e joga bastante àgua para cima.
Quem quiser conferir, dá uma olhada no vídeozinho abaixo, especialmente a partir do primeiro minuto, quando começa a session no Hawaii (o que é essa manobra aos 01:42 ?!?).
E o que falar do Rodrigo Dornelles?
Você pode achar que o surf dele é antigo demais, mas quem o viu surfando em Sunset no ano passado, 12 a 15 pés, sabe que surf e disposição não faltam para esse gaúcho.
(infelizmente não consegui achar essas imagens no canal da ASP no Youtube.
Para mim ele é um exemplo de determinação e garra, e tem uma das linhas de surf mais clássicas do Brasil.
Embora a classificação esteja mais difícil para o Dornelles, torcerei por ele.
Ainda temos pela frente três eventos seis estrelas e mais quatro eventos prime até o fim do ano.
A emoção, definitivamente está de volta.
É isso ai.
Quarenta dias afastado do blog.
Senti falta de vocês.
Agradeço ao Petrus que segurou a onda enquanto eu estava fora e aos amigos que continuam enviando dicas de sites e vídeos.
Vocês devem concordar que, durante este tempo, imagens alucinantes não faltaram aqui no Truesurfing.
Obrigado, Petrus.
De volta também está o WCT.
Começou o Hurley Pro, etapa americana do WCT, direto de Lower Trestles.
Vocês sentiram falta do WCT?
Eu confessso que já estava até esquecendo que existia o surf profissional.
O WQS não estava me empolgando muito.
A performance brasileira vai de mal a pior, apesar da presença do Jadson André no topo do ranking, agora inclusive garantido no WCT do ano que vem.
É claro que minhas expectativas eram muito mais altas.
Cadê o resto da molecada? Cadê os tops nacionais?
Cadê o Wiggoly Dantas, que quase se classificou no ano passado.
Cadê o Jean da Silva, que tem ficado entre os 30 do WQS nos últimos três ou quatro anos, se não me engano.
Raoni Monteiro? Leo Neves?
Pablo Paulino?
A maioria destes atletas tem somado resultados medianos ao longo do campeonato, está todo mundo embolado entre a 25a e a 35a colocação.
(Só para lembrar, classificam-se para o WCT do ano que vem, os 15 primeiros colocados do ranking do WQS.)
Só que de volta também está a emoção no circuito de classificação para o WCT.
E graças a dois surfistas brasileiros que vieram voando abaixo do radar da grande mídia.
Dois surfistas com histórias e em momentos bem diferentes e com um surf que eu admiro.
Willian Cardoso e Rodrigo Dornelles.
O primeiro tem um surf muito forte, com uma linha até antiga, "old style", mas coloca muita força na rabeta e joga bastante àgua para cima.
Quem quiser conferir, dá uma olhada no vídeozinho abaixo, especialmente a partir do primeiro minuto, quando começa a session no Hawaii (o que é essa manobra aos 01:42 ?!?).
E o que falar do Rodrigo Dornelles?
Você pode achar que o surf dele é antigo demais, mas quem o viu surfando em Sunset no ano passado, 12 a 15 pés, sabe que surf e disposição não faltam para esse gaúcho.
(infelizmente não consegui achar essas imagens no canal da ASP no Youtube.
Para mim ele é um exemplo de determinação e garra, e tem uma das linhas de surf mais clássicas do Brasil.
Embora a classificação esteja mais difícil para o Dornelles, torcerei por ele.
Ainda temos pela frente três eventos seis estrelas e mais quatro eventos prime até o fim do ano.
A emoção, definitivamente está de volta.
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